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Matéria

Particionamento ideal no Ubuntu

Publicado em 03/03/2010 às 17:14

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A evolução do IPS

Os sistemas de prevenção/proteção contra intrusão (IPS) não são mais os mesmos
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Este artigo será publicado também na Easy Linux 18.

Toda vez que sai uma nova versão da sua distribuição GNU/Linux preferida, é aquele trabalho todo: você confere o último backup, atualiza os documentos que estiverem desatualizados, instala o novo sistema e copia os arquivos de volta para um local onde eles possam ser usados — como a pasta Documentos/. O único aspecto positivo desse procedimento é forçar o usuário a fazer backups regulares; o resto, como você sabe, é trabalhoso e chato.

Felizmente, existem algumas técnicas bem sólidas para evitar todo esse trabalho. A mais prática é fazer o próprio sistema resolver o problema sozinho: basta criar mais uma partição no disco e informar ao sistema que os arquivos dos usuários encontram-se nela. Para isso, basta dedicarmos um pouco de atenção à instalação do sistema — que vai passar a precisar de um único passo a mais.

Com isso, ao instalar uma nova versão do seu sistema, você nem mesmo precisará refazer todas as configurações (papel de parede da área de trabalho, tema, ícones na área de trabalho, programas na barra do Gnome ou KDE...). E além disso, todos os seus documentos continuarão exatamente no mesmo local onde sempre estiveram. Então, mãos à obra!

Partições

A técnica descrita neste artigo já era usada bem antes da primeira distribuição GNU/Linux. Ela consiste em criar no disco rígido, no momento da instalação do sistema, uma partição específica para os documentos pessoais dos usuários.

Cada partição é um “pedaço” do disco rígido. Os sistemas GNU/Linux necessitam de pelo menos duas partições:

  • raiz, representada por uma barra, /: nela são armazenados todos os arquivos, tanto do sistema quanto dos usuários;
  • swap: também chamado de espaço de troca, é a memória virtual do sistema. Quando o sistema usa toda a memória RAM e ainda precisa de mais um pouco, ele pode mover dados da RAM para a partição swap, e assim manter vários programas abertos.

Um sistema Ubuntu típico, num disco rígido de 80 GB formatado automaticamente durante a instalação, pode ter seu disco rígido particionado da seguinte forma:

figura 01

Na partição maior (a partição raiz), ficam juntos os arquivos do sistema, bibliotecas de código, arquivos de configuração e todos os demais arquivos.

Dentro da partição maior (chamada de raiz, ou /), existem várias pastas, como /etc, /home, /usr, /var e /boot. Cada uma delas tem um propósito; o da /home é justamente armazenar os documentos e configurações pessoais de todos os usuários. Nosso objetivo é criar uma partição separada no disco e informar ao sistema para usar essa partição exclusivamente para a pasta /home. Simples, não?

figura 02

Temos agora três partições: raiz, /home e swap. O sistema fica na raiz, os documentos e configurações pessoais dos usuários ficam na /home e a memória virtual fica na swap.

Na prática

Vejamos agora um passo a passo para instalar o Ubuntu usando esse esquema de particionamento.

  1. Na sua próxima instalação do sistema, faça backup dos seus documentos como de costume.
  2. Comece a instalação do Ubuntu, seguindo os passos normais até chegar à etapa do particionamento do disco rígido.

    figura 04

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  3. Nesta etapa, selecione Especificar particionamento manual (avançado) e clique em Avançar.

    figura 05

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  4. A janela seguinte apresentará a formatação atual do disco rígido. Neste exemplo, temos uma partição sda1 de quase 30 GB com Windows, uma outra sda2 de 54,8 GB com o Ubuntu atualmente instalado e, por último, uma sda3 como área de swap.

    figura 06

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  5. Apague cada uma das partições usadas pelo Ubuntu e lembre-se de manter todas as partições de outros sistemas (como o Windows, caso esse sistema também esteja instalado no mesmo disco). Para isso, clique na partição a ser apagada e depois no botão Excluir.

    figura 07

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  6. Com o disco rígido “limpo”, vamos começar a criar as partições. Clique no texto que diz espaço livre e depois no botão //Adicionar.../.

    figura 08

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  7. A primeira partição que vamos criar é a raiz (/). Vamos usar 10 GB para essa partição, de forma a deixar os 45 GB restantes para as partições /home e swap. Então, na janela Criar partição, selecione os itens Primária, o tamanho de 10.000 MB (sem o ponto dos milhares), o início do espaço livre, o sistema de arquivos ext4 e, mais importante, o ponto de montagem / (não confundir com \). Ao final, clique no botão OK.

    figura 09

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  8. Em seguida, clique novamente no espaço livre e no botão Adicionar....

    figura 10

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  9. Na janela que se abre, vamos criar a partição de swap. Selecione Lógica para o tipo da nova partição e use 1000 para o tamanho da partição. Isso significa aproximadamente 1 GB de espaço de swap, que deve ser suficiente na maioria dos casos. Deixe marcado o início do espaço livre e, em Usar como:, selecione área de troca (swap). Depois, clique no botão OK.

    figura 11

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  10. A última partição a ser criada será a /home, que vai ocupar os 44 GB restantes no nosso disco de exemplo. Clique mais uma vez em espaço livre e em Adicionar....

    figura 12

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  11. Nesta janela, deixe marcada a opção Lógica para o tipo da partição, e deixe também o tamanho já indicado (44893, no nosso exemplo). Não altere a Localização para a nova partição. Em Usar como: selecione o sistema ext4 e, em Ponto de montagem: abra a lista e selecione /home, depois clique em OK.

    figura 13

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

Ao final deste processo, a lista de partições do disco deve ser semelhante a:

figura 14

(Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

Como mostra a barra no alto dessa janela, isso significa que temos, agora, uma partição do Windows, uma partição ext4 para a raiz do sistema Linux, uma partição de swap e, por último, uma partição ext4 que comporta a pasta /home.

figura 03

Está feito.

Daqui para a frente...

Daqui para a frente, basta prosseguir com a instalação do seu sistema Ubuntu, clicando em Avançar e preenchendo as informações que forem pedidas, como de costume.

Agora, todos os seus arquivos pessoais vão residir na partição /home, enquanto os arquivos do sistema residirão na partição / (raiz).

Reinstalação futura

Quando for lançada a próxima versão da sua distribuição, a tarefa de reinstalação vai requerer passos semelhantes, assim como nas instalações posteriores. Então, guarde estas instruções num lugar seguro, pois você vai precisar delas novamente:

  1. Comece a reinstalação da forma tradicional e proceda até a etapa da formatação.

    figura 15

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  2. Selecione Especificar particionamento manual (avançado) e clique em Avançar. Essa etapa é o único aumento de complexidade necessário para o benefício do /home separado.
  3. Na etapa seguinte, basta informar ao sistema a forma correta de usar as partições que já existem no disco rígido. Comece pela partição raiz. Note que você sabe qual é ela (a segunda de cima para baixo, no nosso exemplo). Porém, o instalador do sistema ainda não sabe disso.

    figura 16

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  4. Clique na partição que estamos usando como raiz (a de 10 GB, no nosso exemplo) e depois em Alterar....

    figura 17

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  5. Na janela que se abre, jamais altere o tamanho da partição. No item Usar como:, selecione ext4, marque o item Formatar a partição (afinal, vamos instalar uma nova versão do sistema) e selecione como Ponto de montagem a barra (/). Por último, clique em OK.

    figura 18

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  6. Em seguida, selecione a partição que você usa como /home (a última da lista, no nosso exemplo)e clique em Alterar....

    figura 19

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

  7. Na janela que se abre, novamente não altere o tamanho, e deixe o item Formatar a partição desmarcado. Defina Usar como: com ext4 (caso contrário, os dados da sua partição /home serão perdidos!) e selecione /home no item Ponto de montagem:. Ao final, clique em OK.

    figura 19

    (Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

Se você está se perguntando o que acontece com a partição swap, não se preocupe. O sistema sabe que swap é sempre swap, então se encarrega de usar aquele espaço da forma adequada.

Com essas configurações feitas, basta clicar em Avançar e continuar a instalação. O sistema vai encontrar em /home os mesmos arquivos que você havia deixado na última versão do sistema.

figura 21

(Clique na imagem para ampliá-la numa nova aba/janela)

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Comentários

Em 04/03/2010 às 0:07, kretcheu escreveu:

Por que reinstalar ??

Não acho que seja necessário, nem mesmo o mais adequado, instalar novamente o sistema a cada lançamento de uma nova versão !

Esse procedimento me parece mais adequado para quem gosta de tela azul !!

[]’s
kretcheu

Em 05/03/2010 às 11:38, iceD[R] escreveu:

Parabéns!

Achei o artigo muito bom, há 3 anos eu uso Linux, antes não usava por falta de conhecimento e por achar dificil e complicado instalar e configurar o sistema.
Quando soube do Ubuntu, eu resolvi instalar para ver como era, achei sossegado, mas não sabia como era o procedimento das partições, pesquisei a respeito e cheguei na mesma conclusão do artigo, que era mais decente particionar o disco em 3(três) partições sendo uma para o ¨/¨ a segunda para a ¨swap¨ e a terceira para a ¨/home¨ pois assim sempre tive um backup na minha máquina caso precisasse.

Agora quanto ao comentário do Kretcheu, concordo também, não sei se peguei costume pois usei um bom tempo Slackware, mas nunca fui de ficar instalando versões novas do Ubuntu no meu computador, quando saiu a 8.04 (Hardy Heron) eu instalei, configurei como precisei até ficar satisfeito, depois mantive a mesma, saiu o 8.10, 9.04 e 9.10 e sempre mantive o 8.04 porque era LTS (Long Term Support) e agora aguardo a saída do 10.4 (Lucid Lynx) por ser LTS novamente, pois vou configurar do modo que eu quero e preciso e ficar despreocupado.
Talvez esteja errado quanto a politica Ubuntu. Mas é o modo que penso.

>.<

Em 12/03/2010 às 2:27, gabao escreveu:

gparted

Pergunta:E quem já fez a instalação sem definir uma partição para os arquivos é possível fazer posteriormente essa divisão usando o gparted (ou ou aplicativo) sem danificar meus arquivos já existentes?

Em 13/07/2010 às 13:55, FerVas escreveu:

Que tal 4 partições?

Eu faço um esquema similar, porém com uma partição a mais, a /boot.
Vejo a vantagem nesta partição extra para o caso de uma recompilação de kernell por exemplo.
Será que poderia simplesmente abandonar essa opção?

Uma dúvida que tenho, no caso de uma máquina com Windows, com 2 partições, uma para o sistema e outra para os arquivos pessoais, instalando o Linux e deixando-a com dual boot, eu poderia ter essa segunda partição de arquivos pessoais em NTFS como a /home também?
Ambos os sistemas quando iniciados continuariam a trabalhar numa boa com ela?

Alguem já fez esse esquema de partição comum a ambos?

Em 03/09/2010 às 16:22, vitorvieira escreveu:

Sou Neófito em Linux

Gostaria de aprender o básico para poder instalar um Ubuntu em Desktopt e mais tarde num notebook, pois as experiências que tive antes não foram amigáveis!
Gostaria de indicação para alguém instalar e me ajudar a usar o Ubuntu!
Muito Agradecido!
Amém!

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