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Certificação LPI-1 3ª Edição
Infraestrutura de Redes
Samba: Windows e Linux em rede
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A evolução do IPS
Os sistemas de prevenção/proteção contra intrusão (IPS) não são mais os mesmos
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Foi lançada no dia 24 de fevereiro a versão 2.6.33 do kernel Linux, com o apelido de “Man-Eating Seals of Antiquity”. Linus Torvalds anunciou na LKML a versão mais recente de seu kernel, apontando como novidades mais relevantes a integração do driver de vídeo Nouveau para chips gráficos Nvidia e também do driver para o dispositivo de blocos distribuído DRBD.
O número crescente de linhas de código que compõem o kernel Linux quase alcançou, na versão 2.6.33, a marca dos 13 milhões, distribuídos em pouco mais de 31.500 arquivos.
Durante os 83 dias de desenvolvimento desta versão (isto é, desde o lançamento da versão 2.6.32 em 3 de dezembro do ano passado), 9.673 arquivos foram alterados por 10.871 commits na árvore git oficial.
A inclusão do driver Nouveau para chips Nvidia na árvore staging, com o recurso de kernel mode-setting, certamente facilitará a vida de muitos usuários. No entanto, o driver ainda não oferece aceleração 3D --- embora já ofereça mais recursos do que seu "concorrente" nv. Vale lembrar que o código do Nouveau ainda é considerado imaturo, motivo pelo qual ele se encontra na árvore staging.
Os drivers para chips Radeon R600 e Intel também tiveram pequenos avanços.
O DRBD (Distributed Replicated Block Device, ou dispositivo de blocos replicado e distribuído), há tempos um recurso externo ao kernel (apesar de sua grande utilidade), finalmente foi incluído. Equivalente a um "RAID1 via rede", como descrevem seus desenvolvedores, o DRBD é uma ferramenta excepcional em ambientes de alta disponibilidade, e certamente vai contribuir para o avanço do Linux nesse terreno.
No campo dos discos locais, o maior avanço é o suporte ao comando ATA TRIM no subsistema Libata. Com esse comando, o kernel se torna capaz de informar aos dispositivos quais áreas do armazenamento estão livres – o que pode aumentar significativamente a vida útil dos dispositivos SSD, entre outras vantagens. Contudo, o novo recurso ainda não foi extensivamente testado e permanece desativado por padrão.
Entre os escalonadores de I/O, uma despedida: o antigo anticipatory foi descartado, pois oferecia apenas uma fração das funções do escalonador CFQ, padrão tanto para desktops quanto para servidores.
O subsistema MD também sofreu mudanças, com vantagens e desvantagens: ao ganhar suporte a barreiras de escrita (ou write barriers, como são mais conhecidas), dispositivos RAID via software agora são mais confiáveis e resistentes a falhas, ao custo de um desempenho sensivelmente pior.
O sistema de arquivos "legado" ReiserFS já está em estágio de manutenção há muitas versões do kernel, mas isso não o impediu de progredir na remoção da Big Kernel Lock (ou BKL, como é mais conhecida), potencialmente aumentando seu desempenho.
Há poucos meses, um desenvolvedor propôs um mecanismo interessante para compactar os dados armazenados na memória RAM. Com o uso de um ramdisk compactado como dispositivo de swap, o sistema poderia alcançar desempenho significativamente maior, ao mesmo tempo em que conseguiria manter na memória (e longe do swap em disco) mais dados.
O código do ramzswap (antigo compcache) ainda está em desenvolvimento, mas já foi incluído na árvore staging, e é altamente indicado para uso em netbooks e sistemas que equipam dispositivos embarcados.
Um recurso inovador introduzido na versão 2.6.32 do Linux foi o KSM (Kernel Samepage Merging), que desduplica páginas de memória. Na nova versão do kernel, essas páginas desduplicadas ganham a possibilidade de ser armazenadas em swap.
No momento, o KSM funciona somente em conjunto com o hypervisor KVM, que recebeu também algumas melhorias de desempenho, incluindo um melhor uso das funções de virtualização das CPUs modernas.
Na arena do VMware, o fabricante desenvolveu drivers para a GPU e o chip de rede Ethernet dessa solução de virtualização. Com isso, todo sistema Linux instalado dentro de uma máquina virtual VMware será capaz de oferecer o maior desempenho possível nas áreas gráfica e de rede.
A Intel dominou as novidades na área de drivers de rede no Linux 2.6.33. O driver iwlwifi ganhou suporte a diversos novos hardwares das séries 1000, 5000 e 6000, incluindo o recurso de WiMAX da série 6x50. Além disso, um novo driver sob o longo nome de iwmc3200top chega para oferecer suporte a um chip Intel multiuso (GPS, Bluetooth, Wi-fi e WiMAX). Mas nem tudo são flores: após alguns problemas com os recursos de economia de energia no driver iwl3945, estes foram temporariamente desativados.
O driver rt2800pci, desenvolvido pelo projeto rt2x00, também chegou para cobrir a área antes suprida pelo driver do fabricante (Ralink), que não vem cumprindo as exigências dos desenvolvedores do kernel.
Em uma camada mais alta, a extensão TCPCT (TCP Cookie Transactions) recém-incluída no Linux visa a proteger o TCP contra ataques de negação de serviço, como SYN floods. A velocidade da inclusão é consequência de sua necessidade no protocolo DNSSEC, pois, para ser usado, o TCPCT requer suporte tanto no cliente quanto no servidor.
Após várias consultas sem resposta aos desenvolvedores do sistema Android, do Google, o pessoal do kernel Linux resolveu retirar da árvore staging os diversos drivers desse sistema.
O que podemos esperar para o Linux 2.6.34? Naturalmente, o avanço dos drivers gráficos com KMS dos principais fabricantes – Intel, AMD e Nvidia.
O sistema de arquivos Btrfs, cujo desenvolvimento pela Oracle deve continuar, mesmo após a aquisição da Sun (que traz junto o todo-poderoso ZFS), ainda não deve ser esperado, ao menos para uso em produção.
Para mais detalhes das novidades sobre o kernel Linux 2.6.33, confira algumas fontes de informação muito úteis:
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